Ângela era uma mulher casada, fiel e devota a Deus e ao marido, Osvaldo, um homem de caráter acima de qualquer suspeita. Um comerciante que trabalha no ramo de carros usados e extremamente respeitado na comunidade.
Num dia frio de inverno, Ângela prepara um bolo de cenoura para Osvaldo, o seu preferido e o leva pessoalmente para ele em seu local de trabalho, na hora de almoço.
Ao chegar lá, ela é recepcionada pelos dois funcionários de seu marido. Respeitosamente, ela os cumprimenta e vai até o escritório, nos fundos do estacionamento. Os dois funcionários, por sua vez, disfarçadamente, apreciam o corpo da bela mulher, dos pés à cabeça. Apesar das roupas longas e comportadas, nota-se pelas curvas que, Ângela tem um corpo perfeito e um rosto perfeito e bem cuidado. Beleza esta que, apenas um homem viu em toda a sua vida, Osvaldo, seu primeiro e único homem.
Ela ajeita os cabelos frente à um espelho na ante sala do marido, coloca um sorriso no rosto e abre a porta vagarosamente, afim de fazer-lhe uma surpresa. Mas Ângela se depara com um cena que mudará sua vida para sempre. Osvaldo, seu respeitado marido, nu se abraçando e beijando com outro homem em cima de sua mesa.
Nenhuma reação imediata, apenas ficou parada ali, com a porta entreaberta. Ele não notou sua presença. Ela fecha a porta e, uma única lágrima escorre em seu rosto e Ângela sai sai daquele lugar se apoiando na parede. Ninguém a vê sair.
Uma nuvem cinza encobre o sol e o vento forte levanta a poeira do chão. Entre papéis que "voam" pelo ar, uma mulher passa correndo pela calçada em choque. Começa à chover e as pessoas nas ruas entram para os comércios em volta. Menos Ângela que, não sente os pingos d'água que batem como granizo em seu rosto.
Ela entra em um prédio em construção com a roupa toda molhada e os pés cheios de barro e dá um grito desesperado e então desmaia.
Um homem tenta acordá-la:
- Moça, moça - Diz ele, - A senhora quer que eu chame uma ambulância?
Ela abre os olhos, sua cabeça está apoiada na perna daquele simples homem, que trabalha como servente de pedreiro e dorme na obra.
Ela se levanta e começa abrir o decote de sua blusa. Pega um pedaço de ferro afiado que estava no chão e corta seu longo vestido à uma altura quase indecente e tira sua calcinha. O pedreiro não entende nada mas, já não se importava mais com respostas, pois no rosto dela já estava estampado qual era sua intenção. A única coisa que Ângela disse foi:
- Vai ser com qualquer um...qualquer um!
O pedreiro que estava sentado, se ajoelha e olha para cima, olhando fixamente para o rosto daquela bela mulher. Ela coloca sua mão na cabeça suada daquele homem, se aproxima e, puxa seu rosto no meio de suas pernas e o homem tomado pelo desejo de possui-la, começa a chupa-la vigorosamente.
Ele tira o resto da roupa dela e eles se deitam naquele chão sujo, entre sacos de cimento, argamassas e ferramentas de construção os dois começam à transar. Aquelas mãos calejadas pelo tempo percorrendo seu corpo escultural e sua boca quase engolindo os seus seios fartos e empinados. Ao contrário de seu marido que, até na cama era um lorde, o pedreiro penetrava sua vagina com uma força descomunal. Mas Ângela estava gostando daquilo e, pela primeira vez em sua vida conseguiu sentir um orgasmo. Ela chegou ao final mas queria dar esse mesmo prazer àquele desconhecido. Então ela empurrou o corpo do pedreiro de cima do seu, pegou o seu pênis e o colocou inteiro dentro de sua boca. Algo que ela nunca havia feito antes, devido à sua criação cheia de tabus. Ele enfim gozou.
Ângela se levantou e começou a se vestir enquanto o pedreiro ainda se recuperava. Ela foi em direção a saída e ele perguntou quando eles iam se ver outra vez. Ela parou, olhou para trás e respondeu:
- Nunca mais.
Ela saiu, com as roupas sujas e molhadas e no quarteirão seguinte entrou em uma loja e, mesmo sob os olhares de estranheza da vendedora ela não se acanhou e comprou roupas novas. Roupas que mais pareciam fantasia de cabaré. Com uma transparência que incomodaria até a mais profissional das prostitutas.
Ângela saiu da loja e foi `um posto de gasolina e viu três caminhoneiros entrando no banheiro segurando suas toalhas nos ombros. Ela foi atrás e entrou no banheiro masculino. Todos ficaram espantados e um deles se enrolou na toalha e disse que o banheiro feminino era do outro lado.
Ângela olhou para aqueles corpos nus daqueles homens rústicos e respondeu;
- Eu sei muito bem aonde estou. - Tirou suas roupas e entrou embaixo do chuveiro, entre eles. Então ela começou a esfregar seu corpo nos deles. Enquanto suas mão acariciavam o pênis de um, o outro à encochava por trás e, num esquema de revezamento, todos possuíam aquela mulher perfeita, numa orgia que só acabou quando todos chegaram ao apogeu.
Da mesma forma que fez com o pedreiro, Ângela saiu sem dar explicações. Colocou a roupa que havia comprado e entrou num táxi. O motorista, um boliviano que veio trabalhar no brasil, começou a olhar pelo retrovisor e, ela percebendo que o homem não parava de olhar suas pernas, começou a se masturbar no banco do passageiro. Ele mudou o caminho e a levou para um Motel barato, com as paredes amareladas, iluminação precária e um cheiro incomodo de restos de fluidos de muitos outros que passaram por ali. Mas nada parecia incomodá-la e, mais uma vez ela se deitou com um desconhecido. Como ela se sentia como alguém que nunca fez diferença para seu marido, Ângela fazia de tudo para aqueles desconhecidos para se tornar uma lembrança para sempre na vida de cada um deles.
A noite caía e ela não parava, entre bares, clubes e qualquer lugar onde havia presença de homens, ela se deitou com mais de vinte homens.
Com uma garrafa de vinho, totalmente alcoolizada, Ângela perambulava pelas ruas. Já exausta e a visão deturpada pelo cansaço, ela atravessa a rua com o sinal aberto e um carro vem em sua direção. Numa manobra brusca e repentina de defesa, uma mulher freia para não atropelá-la mas acaba atingido-a de leve, mas Ângela cai e desmaia.
Seus olhos se abrem lentamente. Ela está no hospital. surge em sua frente, uma imagem de alguém desfocado chamando várias vezes pelo seu nome e peguntando se ela está bem e o quê aconteceu. Era Osvaldo. Segurando sua mão e com os olhos vermelhos ele está ao seu lado num quarto de hospital.
Ela olha fixamente para os olhos dele, sorri e diz que não sabe oque aconteceu, que não se lembra de nada.
O médico chega no quarto e diz que ela bateu com a cabeça no asfalto e pode ter tido uma perda temporária de memória.
Horas depois, ela é liberada e, Osvaldo à aguarda na recepção do hospital. Ângela é trazida por um enfermeiro numa cadeira de rodas, como é de praxe. Ela se levanta e, com o apoio de seu marido ela entra no carro.
O trauma teria apagado tudo oque aconteceu nas últimas vinte e quatro horas da cabeça de Ângela? A cena que ela flagrou do marido com outro homem?
O carro sai e um papel cai da janela do carro e flutua até os pés do enfermeiro. Ele se abaixa, pega e desdobra. O quê estava escrito? Só ele sabe, mas o jovem sorri maliciosamente e guarda o papel no bolso.