segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Diário de Um Suicida

   A porta estava entreaberta. Ainda sinto a presença de meu irmão. Algumas fotos na parede estão soltas e balançando ao vento que vem da janela aberta. As cortinas estão amareladas e as nuvens lá fora estão cinzentas. Eu sento na cama dele e deito sobre o travesseiro. Me vem uma dor e uma culpa - Será que eu poderia ter feito alguma coisa?
   Levanto e abro a gaveta do único criado mudo, ao lado da cama. Quem sabe alguma lembrança do meu irmão. Parece vazia. Coloco minha mão no fundo da gaveta, há algo lá.
   Então eu puxo. Acho que é um livro. Viro a capa amarronzada, um pouco mal cuidado. É um diário. dou uma folheada, foram poucas páginas escritas. Então começo à ler.

                                                            *     *     *
   "Isso parece coisa de menininha. Bom, mas o psicologo da empresa falou que era pra eu começar a escrever tudo oque acontece comigo, meu dia a dia. Não custa nada tentar. Meu nome é Fábio Lima, mas no trabalho me chamam de "Lama". Sabe como é, né? Quando te pegam pra "zoar" não adianta reclamar. Mas até eu gosto desse apelido. Já são tantos anos.
   O doutor Mauro, o psicologo da empresa, disse pra eu escrever sobre tudo, então vou falar sobre minha namorada. A gente vive em guerra. Ela acha que está sempre certa e eu acho que eu estou sempre certo.
   Eu a conheço há cinco anos. Eu me mudei pra mesma rua em que ela morava, e vinha de outro relacionamento. Foi como mágica. Ah, "peraí" ficou meio gay isso aqui. Ah, deixa pra lá, ninguém vai ler mesmo. 
   Ela estava sentada na frente da casa dela, na calçada, e eu encostado no meu portão. quando eu a vi, tive certeza que ela ia ser minha namorada. Julia era seu nome. Algumas semanas depois, ao som de Roxette, rolou o primeiro beijo. Desse dia em diante, a gente já tinha certeza que ia ser pra sempre.
   Era tudo muito bom, apesar das brigas, eu sabia que ela gostava muito de mim e eu também gostava muito dela, mas depois de três anos de namoro e as "amigas" que só queriam ver o "bem" dela, começaram a dar palpites e a coisa só foi piorando. Ela tinha a mania de comparar o casamento dessa amigas ao nosso. E veio a separação. Pelo menos umas três vezes, mas a gente sempre voltava. Por quê elas tem essa mania de querer mudar? Bom, chega por hoje. Tá tarde e eu vou dormir.

                                                             *     *     *
   Passei alguns dias sem escrever. Topei com o psicologo e ele mandou eu não parar. Problemas no trabalho e brigas em casa. Ela tá tomando banho agora. Discutimos hoje à tarde. Agora eu tô escrevendo aqui no quarto. Não quero que ela saiba desse diário.
   Vou confessar, não sou um cara romântico. Mas, isso nunca foi problema para ela. Mas o marido das amigas falam para elas e ela quer que eu faça o mesmo. Na boa? Esses caras que vivem falando "eu te amo" todos os dias, saem com outras mulheres frequentemente. Mas o "eu te amo" não deixar gerar desconfianças. Eu sempre fui fiel. Não sei se eu sou meio careta mas, se tá bom em casa (se é que você me entende, diário?) sexo legal, companhia agradável, não tem porque eu procurar fora.
   Ih, caralho! Ela saiu do banho. Parei por...

                                                             *     *     *
   Mais uma noite, (não dá pra escrever durante o dia). Ela foi na casa dos pais. Acho que essa ideia de escrever tá me ajudando. É como se eu estivesse desabafando com um amigo, e eu tenho vários mas, certas coisas não dá pra conversar com ninguém.
   Hoje foi um dia cansativo. Tive uma "puta" discussão com um cara muito folgado lá no trabalho. quem tava perto até se afastou, achando que ia dar briga, mas não é a minha. Às vezes, uma palavra bem dita fere mais que um soco.
   Quanto a Julia e eu, fizemos uma trégua. Ontem à noite foi muito bom, transamos como se não fizéssemos isso há meses. Talvez isso que ainda faça nosso namoro durar tanto. Um sabe como agradar o outro. O dia foi tenso, chega por hoje. Amanhã é sábado e vou tirar o final de semana pra curtir.

                                                             *     *     *
    Hoje é terça feira. O final de semana foi uma droga. Só brigas e ofensas. Chegamos a um consenso. Não dá mais. Eu gosto dela mas, desse jeito não dá. vou esperar, dar um tempo, ela é uma boa pessoa, mas muito grossa e estúpida. Quem sabe algumas semanas longe ela não muda.

                                                             *    *     *
   Cretina, ordinária! Já tô sabendo que ela tá com outro cara. Acabou, ela morreu pra mim. 
   Acabei brigando hoje de novo e me mandaram falar com o psicologo outra vez. Vou acabar sendo demitido. Meu chefe é muito gente boa mas, não posso abusar. O doutor Mauro me receitou uns calmantes leve mas, hoje não vou tomar. Vou sair pra beber com os amigos. Não vou ficar sozinho. Vou nessa. 
  
                                                            *     *     *
   Isso aqui deveria se chamar semanário e não diário. Tô muito mau pra ficar escrevendo essas bobagens. Saí com outra mulher, bebi muito durante esses dias. Mas ainda tô incomodado. Minha ex namorada vive procurando desculpas pra falar comigo. Porra! Já não tá com outro? Por quê essa preocupação de me informar de tudo que tá fazendo?
   Tô cansado...

                                                            *     *     *
   Oque foi que eu disse ontem? Ela fica atravessando o meu caminho e, a gente acabou transando. Ela disse que não gosta do cara com quem ela tá. Eu não dou a mínima. Foi ela quem errou, não eu.
   Foi só sexo. Ela fica dizendo que vai terminar com ele e coisa e tal. Mas nenhum cara aceita que uma mulher que já foi sua e tenha ficado com outro e volte a ser como era antes.
   Conheci outra garota numa loja, quando estava comprando uma camisa. Ela é legal. Saímos duas vezes e, parece que ela tá curtindo. Não dá pra arriscar voltar com a ex namorada só porque a gente tem uma química legal na cama. Até dei uma parada na cerveja.
 
                                                            *     *     *
   Hoje falei com Adriana, a garota da loja. Disse pra ela que eu transei com minha ex. Não sei onde eu tava com a cabeça! Talvez eu esperasse que ela fosse ficar brava, brigar mas, talvez compreendesse. Mas não foi oque aconteceu. Acho que estou prestes a fazer a maior burrada da minha vida, voltar com a Julia. Ela fica me pressionando, mostrando arrependimento mas, porra! Se ainda gostava de mim, por quê foi fazer isso?

                                                            *     *     *
    Estou a duas semanas sem escrever, Porque tava tudo legal na minha vida. O trabalho tava bom. Fui transferido de área. O doutor Mauro acho que eu não precisava mais dos calmantes, Minha relação com a Julia estava indo há mil maravilhas. Mas, sempre tem um porém. As brigas começaram hoje de novo. Ela foi demitida há alguns dias, ela fica mais tempo em casa e consequentemente brigamos mais. Até parece que somos casados. Tá complicado. Já não temos mais aquela cumplicidade, não tenho mais confiança e, ultimamente até a atração física, que sempre foi nota dez, está se apagando. Acho que o desgaste é iminente. Não sei até onde vamos.

                                                            *    *     *
   O quê que tá acontecendo comigo? Eu fico com uns pensamentos estranhos na minha cabeça. Tô sem animo pra nada. Os amigos ligam, me chamando pra sair, pra curtir uma balada mas, não consigo sair de casa. Tô infeliz no trabalho. Eu não...
    Não tô mais afim de escrever. Vou tomar um calmante que sobrou na cartela e dormir um pouco. Talvez eu escreva um pouco, mais tarde. Meu irmão ligou me chamando pra viajar com ele amanhã mas, sei lá. Ele é caminhoneiro e faz umas viagens longas. Não posso faltar no trabalho.

                                                             *     *     *
    Hoje é segunda. Tá começando aquela maldita novela. Que beleza terminar a noite assim. Tem alguém batendo na porta. Deve ser o sindico chato. Vou lá e já volto...
    Era o vizinho falando que tem uma infiltração vindo da minha parede. Mais essa agora. Aquela droga de tubulação da cozinha. Tem uma mensagem no celular. É da Julia: "quero falar com você." Não. Não vou retornar. Foi ela quem transformou minha vida num inferno. Tô muito desanimado. Quando eu passava com o psicologo da empresa ele dizia que eu era propenso à depressão. Tenho que ocupar minha mente com algumas coisas e parar de pensar bobagem.

                                                            *     *      *
   Ontem, depois que terminei de escrever, Julia apareceu na minha porta. Oque começou com uma conversa de reconciliação, terminou com ofensas e acusações. Hoje não fui trabalhar e passei o dia bebendo no bar. Eu não tô feliz. Então por quê ficar insistindo nessa merda de vida? Preciso de um comprimido e parar de...
   Eu não quero ficar pensando nessas coisas. Ninguém me ligou hoje. Nem meu irmão. Às vezes dá vontade de desistir de tudo. Será que alguém vai sentir minha falta se eu não estiver mais aqui? 
   Tenho medo de ser castigado. Que Deus me perdoe...............................................

                                                          Fim do Diário

   - Ah, Fábio, meu irmão. Por quê você não se abriu comigo? Não queria que você partisse dessa vida assim, tão amargurado, tão infeliz. Agora tudo que eu tenho é esse diário. Um registro de toda a sua dor, que, talvez só não foi maior do que a minha ao receber a notícia que você tirou sua própria vida. Que se jogou dessa janela.
   E o pior é que todos nós sabíamos que, no fundo, Julia nunca amou alguém mais do que amou você. Pena que os dois tomaram caminhos tão diferentes e tão errados. 
   - Que sua alma descanse em paz.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A Escolha

Esta é a história de um jovem casal apaixonado e em meio as crises dessa idade, Michelle e Adriano. Eles vivem a intensidade de uma paixão quente e avassaladora. A cada encontro uma faísca dispara em seus corpos e cada minuto se torna uma hora de muito amor e desejo.
Era final de ano, a alguns minutos da virada e Adriano está curtindo na praia com os amigos até sua namorada chegar com as amigas.
Uma morena de corpo escultural começa a flertar com ele. No embalo do momento e incentivo dos amigos, Adriano, que sempre foi fiel à namorada, cai em tentação e beija a bela mulher. No exato momento, à beira da praia, Michelle assiste a tudo com as amigas. Uma lágrima escorre do seu rosto e ela saí correndo entre a multidão. Adriano percebe a presença de sua namorada e deixa a morena e sai correndo atrás dela, mas a perde na multidão.
No céu, uma explosão de fogos de artifício. Mas não há nada para se comemorar.
Os dias passam e Adriano tenta consertar a besteira que ele fez. Tudo em vão, pois Michelle não quer falar com ele e evita frequentar os mesmos lugares que ele.
As semanas passam e a mágoa da bela garota não diminui. Num ato desesperado, Adriano amarra uma corda no lustre de sua casa e envolve em seu pescoço. A vida para ele, sem Michelle, não valia mais a pena. Ele, então, fecha os olhos e pula da cadeira. O lustre cai e ele não consegue alcançar seu objetivo. Determinado à seguir em frente, ele vai até o banheiro, abre a gaveta e pega vários comprimidos de sua mãe e toma todos de uma vez. As horas passam e Adriano fica com um tremenda dor de barriga e vai para o hospital. Sua tentativa mais uma vez, fracassa. Ele é tratado, medicado e sai do pronto atendimento. Na saída ele encontra uma amiga de sua namorada. Os dois conversam e ela dá uma notícia à ele que muda tudo oque ele queria fazer. A amiga, preocupada com Michelle revela que ela está grávida. Michelle e Adriano vão ter um filho.
Aquilo caiu como uma bomba. mas ele estava muito feliz e na ansiedade de falar com sua amada e, quem sabe, reverter a situação, sai correndo em direção à casa dela. Anestesiado pela feliz notícia, Adriano atravessa a rua sem olhar para os lados e é atropelado por um ônibus coletivo. Arremessado para trás, de costas para o asfalto, Adriano percebe uma multidão se formando em volta da frente do ônibus e grita: - Ei! o acidentado sou eu. Ninguém vai chamar uma ambulância? - Sem sucesso. Ninguém responde. Ele, então, se aproxima e vê seu corpo ensanguentado em baixo da frente do ônibus. Sem entender oque estava acontecendo, ele se afasta e vê outras pessoas vindo em direção do movimento e as pessoas o atravessam. Como se ele fosse fumaça, como se fosse o ar. Então uma luz desse sobre ele e um homem negro vestido de branco aparece e lhe estende a mão direita. Adriano começa a entender oque aconteceu.
quando ele toca sua mão, imediatamente ele aprecem no hospital. Adriano pergunta:
- Eu morri?
- Não. - Reponde a figura desconhecida.
- Você é um anjo? - Pergunta. E Com um sorriso de desdém, o homem responde.
- Não. eu vou apenas acompanhá-lo na transição. Mas se você quiser, pode me chamar assim.
- Qual transição?
- Você está em coma neste hospital e vai ter sete dias para escolher se volta para seu corpo ou faz a transição. - Diz o "anjo".
Adriano, sem pensar duas vezes, responde: - Mas é claro que eu quero voltar para o meu corpo.
O Homem coloca a mão sobre o ombro do jovem rapaz e o guia através da parede, levando até o quarto em que repousa seu corpo em estado de coma, explicando:
- Se escolher voltar ao seu corpo, voltar a viver, não posso garantir que vai ser como antes. Não prevejo o futuro.
- Como assim? - Pergunta Adriano.
- Foi um acidente grave. Talvez você acorde com sequelas. Talvez fique "vegetando" numa cama pelo resto de sua vida. Então escolha bem. Em sete dias eu volto para levá-lo a um novo estágio da sua vida ou você volta e cumpre seu destino. Seja ele qual for.
Adriano aproxima-se de seu corpo e observa-o por alguns segundos. Quando se vira para perguntar algo ao para o anjo. ele não está mais lá.
Cai a noite e ele sai do hospital e começa a vagar pela cidade. ninguém pode vê-lo, ouvi-lo ou senti-lo.
Um dia se passa e Adriano vai à casa da namorada. Atravessa as paredes em sua forma ectoplásmica e vai até o quarto dela e a encontra chorando. Ele se aproxima e tenta tocar seu rosto...em vão. - eu estou aqui. - Diz ele. Mas ela não pode ouvir.
À partir daí, Adriano passa a seguir todos os passos de Michelle. Numa agonia sem fim, Adriano tenta de todas as formas, acreditando que seu amor tão forte possa fazer com ela sinta sua presença.
A namorada passa a visitá-lo no hospital todos os dias, mas os médicos nunca dão boas notícias, para ela e para os familiares dele. Adriano não responde a nenhum estímulo.
Cinco dias já se passaram e Michelle, com a ajuda da amiga, toma uma decisão. Não pode colocar uma criança no mundo sem a presença do pai e resolve fazer um aborto.
Adriano fica desesperado, pois sabe que não vai poder impedi-la.
as duas seguem para uma clínica clandestina e marcam o aborto para dois dias depois. ela faz o pagamento e sai de lá chorando. Adriano para em frente à ela e grita: - Não faça isso. Por favor, eu vou voltar. - Mais uma vez em vão. ela atravessa seu fantasma e continua em direção ao táxi.
Numa última tentativa de impedir que sua amada cometa esse erro, no alto de um prédio, ele grita, implora pela presença do anjo. Nada acontece. Ele se ajoelha e começa a chorar.
- Por favor! Me ajuda. Eu... eu sei que você pode me ouvir. Me ajuda.
E quando tudo parecia perdido, a mesma luz que aparece no dia do seu acidente, cobre seu corpo e o anjo aparece, dizendo:
- Eu não posso. Eu nem tenho poder pra isso.
- Ela vai tirar meu filho. Faça ela me ouvir, me ver, por alguns minutos. - Suplica em desespero.
- Você pode escolher voltar para o seu corpo mas, não posso garantir que você vai vai ficar bom ou conseguir impedi-la. - Explica o anjo.
- As pessoas rezam por milagres todos os dias. Faça um na minha vida. eu vou com você. Eu faço a transição, mas me deixe falar com ela.
- Sinto muito. - Responde ele e desaparece mais uma vez.
Determinado a impedi-la, Adriano continua a seguir sua namorada e hora após hora, minuto após minuto, tenta falar com ela.
Sétimo dia. Nuvens negras cobrem o céu, o vento frio cortando a pele como uma navalha e nem isso faz com que Michelle desista. Ela e a amiga vão à clínica de aborto. Na sala de espera, sentada num sofá escuro ela fica observando as paredes cinzas e sombrias do local.
Uma enfermeira chama-a até a sala e manda ela deitar em uma mesa cirúrgica que ela vai prepará-la para o procedimento. o médico logo chegará.
Adriano se aproxima de seu rosto e coloca sua mão sobre a dela. Ajoelha ao lado da mesa . Ele quer que ela o sinta, mas não é possível. então ele sussurra:
- Eu sei que você não pode me ouvir. Mas meu amor você sempre sentiu. Quando eu estava mau e você sem saber, me ligava pra saber como eu estava. Isso não mudou. Eu ainda amo muito você.
Adriano se levanta e vai se afastando de costas até que, como num milagre, esbarra numa mesinha de equipamentos cirúrgicos e derrubá-a no chão.
Michelle se assusta e desce da mesa: - Meu deus! - Não havia janelas abertas, não havia ventilação, mas a mesa caiu. Ela olha para os lados e diz: - Adriano? Amor?
ele começa a sorrir e se aproxima dela, mas ela ainda não pode ouvi-lo. O médico entra na sala e vê a garota em pé e manda ela se deitar novamente, Michelle diz que não. Que desistiu.
_ Não. Você está nervosa. - Diz o médico - Isso é natural. Volte para a mesa. Isso vai acabar logo. 
Ele segura forte em seu braço e ela tenta soltar.
- Solta ela ela seu idiota. - Diz Adriano tentado bater na cara no médico.
Ela tenta se livrar e ele continua segurando-a pelo braço, até que, nos vários golpes que ele golpeava no ar, sem sucesso. Um acerta o médico.
Michelle sai correndo para fora da clínica, sem sua amiga, que estava no banheiro, e, sob a chuva,  continua sem rumo. Até que ela para e consegue ver uma silhueta desenhada pelas gotas de chuva que rebatem o corpo de seu namorado. Ela começa a chorar ao ver aquela figura transparente, mas que não escondia o sorriso dele.
- Oi, amor. Senti sua falta. - diz Adriano.
- Eu também senti a sua.
- Me perdoe pelo que eu fiz. Eu nunca deixei de te amar. - Ele, se aproximando dela.
- E eu também não. Você vai voltar pra mim?
Aquela luz aparece novamente e anjo surge sorrindo para eles. era chegado o momento de Adriano escolher seu destino. então ele responde para ela, emocionado:
- Eu não posso. Talvez eu não volte como era antes. Já cumpri meu dever aqui. mas uma parte de mim vai estar sempre com você. - Ele coloca as mão sobre a barriga dela, se ajoelha e dá um beijo: - Cuida da mamãe, meu filho...por mim.
A figura de Adriano começa a desaparecer aos olhos de Michelle. ela está chorando, mas está feliz. Ela pode se despedir sem ficar mágoas e ressentimentos pendentes.
Um túnel de luz se abre em frente a Adriano. Ele sabe que é hora de partir. Mas antes, ele se vira para o anjo e pergunta:
- Foi você, não foi?
- Não sei do que você está falando. - Responde ele.
- Ela me viu. Foi você. Não precisa dizer mas, obrigado.
- Digamos que eu tenha ajudado um pouco. Mas vou ser punido por isso.
- Eu intercedo ao seu favor. - Diz Adriano sorrindo.
- Não se preocupe, rapaz. Eu fiz oque tinha que ser feito.
Os dois caminham em direção ao túnel de luz e desaparecem no ar. Naquele momento o coração de Adriano parou no leito do hospital. Um ciclo se encerra para que outro possa começar.


                                                                     FIM


terça-feira, 8 de julho de 2014

Para aqueles que reclamaram que os meu contos estavam muito longos (preguiçosos) e muito "pornográficos". Aqui vai um conto mais curto e mais "suave".

________________________________________________Iara


   Na casa ao lado moravam duas pessoas, duas mulheres. Mãe e filha. Pois a senhora evangélica, puritana, um exemplo de mulher, era única que se podia ver. Mas pela persianas do quarto dos fundos era possível ver, durante a noite um corpo de uma bela mulher que nunca saía de casa.
   Uma morena de cabelos lisos que, apesar de suas roupas que cobriam praticamente o corpo todo, notava-se que era uma mulher de curvas perfeitas e trabalhadas unicamente pela natureza.
   Seus seios marcavam suas roupas que, mesmo extremamente recatadas, não escondiam aquela perfeição de mulher. Iara era seu nome.
   Os boatos que corriam à boca do povo era que, o antigo morador da minha casa ficou enfeitiçado por ela. Da mesma forma que eu, toda noite ele esperava que ela passasse pela janela só pra ver aqueles poucos segundos de sua beleza. Marcos era seu nome.
  Durante um ano ele a observou. Até que um dia, quando a mãe da jovem teve que sair às pressas para resolver problemas familiares, Marcos tomou coragem e bateu à porta de Iara. Mas sem sucesso, ela não o atendeu. Mas de alguma forma, ela já havia percebido que ele a observava.
  Durante a noite seguinte, ainda sozinha, Iara levantou as persianas. Ele estava escondido atrás de uma cortina branca em seu quarto. Cortinas quase transparentes que denunciavam que ele estava lá.
   Iara sorriu acanhada e ele, lentamente, puxou a cortina para o lado, mas ela se escondeu. Foi assim por vários dias, mesmo depois que sua mãe retornara. A situação começou a piorar, pois Marcos já estava apaixonado. Então ele se encheu de coragem e foi falar com a mãe de Iara. Ela, no entanto, surpreendeu Marcos, que achava que ela não aceitaria, que estava superprotegendo a filha. Mas ela exigia um comportamento exemplar de Marcos.
   Como também era do consentimento de sua filha, eles começaram a namorar, sempre na casa da mãe dela e sempre com o maior respeito. Até o culto evangélico Marcos começou a frequentar. 
   A unica coisa que ele podia fazer era beijá-la nos poucos momentos que sua mãe se ausentava da sala e fazer "justiça" com as próprias mãos, quando na solidão do seu quarto.
   Nessa, passaram-se oito meses e o desejo de Marcos só aumentava. Só havia uma solução. O homem de muitas mulheres e que nunca havia conhecido alguém como ela, pediu Iara em casamento.
   Foi uma cerimônia simples com amigos e poucos parentes. Marcos estava ansioso para despir aquele corpo moreno e intocado. Mas, para a surpresa de Marcos, após longos beijos e excitação, quando ele começou a puxar a alça de seu vestido, Iara parou suas mão sedentas e balançou a cabeça, sinalizando Não. Ela correu para o quarto e começou a chorar. Ele perguntou se ela havia se arrependido, mas ela disse que não, que o amava, que apenas tivesse um pouco de paciência.
   Apesar de desolado, Marcos não se importou, já havia esperado oito meses. Uma noite a mais não seria problema. 
   Mas os dias foram passando e a história se repetia. Iara não explicava, mas continuava repudiando o sexo. Ela cuidava dele como qualquer homem gostaria de ser tratado. A casa era muito limpa e arrumada. A comida extremamente bem feita e saborosa, mas na cama ela não conseguia se entregar.
   Marcos procurou a mãe de Iara e ela também pediu para ele ter paciência. O tempo foi passando e a situação começou a ficar insustentável. Marcos saía com outras mulheres mas, sua esposa sempre estava em seus pensamentos.
   Dizem por aí que, após um anos de casamento e espera, Marcos num ato de desespero, se abriu para alguns amigos de longa data e contou sua situação. E eles com aquele pensamento machista, disseram que era inaceitável e que ele deveria "tomar" à força aquilo que lhe era de direito.
   Sob efeito do álcool, numa noite, Marcos chegou em casa e foi direto para o quarto, onde Iara repousava. Sem acender a luz, ele só gritou o nome de sua amada e rasgou sua roupa. Ela sem entender oque estava acontecendo, tentava se cobrir e perguntava assustada por que ele estava fazendo isso. Sem resposta.
   Ele a segurou na cama, tapou sua boca com uma das mãos, abriu o zíper e começou a violentá-la.
No rosto de Iara apenas uma lágrima escorreu. Ela ficou em silêncio então. Com a percepção distorcida, Marcos chegou a pensar que ela havia consentido. Mas não, seu corpo permaneceu imóvel, como um cadáver, até que ele saciasse seu desejo sexual.
   Após terminar, Iara permaneceu ali, imóvel, com os braços abertos e com um olhar perdido. Marcos olhou para ela e disse que ela o forçou a isso. Mesmo bêbado, ele percebeu a besteira que fez e saiu do quarto chorando. Ele foi para a cozinha e acendeu as luzes. Sobre a mesa, dois pratos postos e duas velas decoradas com flores e laços e pelo chão pétalas de rosas. então Marcos olhou à sua volta e percebeu que Iara havia preparado uma surpresa para ele. Ele se aproximou da mesa e viu um envelope semi-aberto. Puxou o bilhete e leu em voz baixa:
 - "Meu amor, nunca tive coragem de contar oque aconteceu, por medo de você me rejeitar, pois quando pequena, fui abusada pelo meu padrasto. Por isso minha mãe nunca mais se casou. Por mim. Para que isso não acontecesse novamente. Mas hoje estou segura e sei que você me respeita e me ama de verdade. Então hoje eu tenho certeza que estou pronta para me entregar para você. Estou te esperando em nosso quarto. Te amo."
   Marcos sentiu uma dor em seu peito que jamais havia sentido. ele caiu em desespero e não tinha coragem de voltar ao quarto e olhar para os olhos de sua mulher. então ele foi até a gaveta, pegou uma faca e cravou em seu peito.
   Se é tudo verdade? Não sei. Oque se sabe oficialmente é que Iara é viúva e nunca sai de casa. Dez anos se passaram. As histórias correm, viram lendas, contos. Mas eu sei que ela nunca mais vai olhar para a minha janela como ela já olhou um dia.

domingo, 3 de novembro de 2013

A Insaciável.

Ângela era uma mulher casada, fiel e devota a Deus e ao marido, Osvaldo, um homem de  caráter acima de qualquer suspeita. Um comerciante que trabalha no ramo de carros usados e extremamente respeitado na comunidade.
Num dia frio de inverno, Ângela prepara um bolo de cenoura para Osvaldo, o seu preferido e o leva pessoalmente para ele em seu local de trabalho, na hora de almoço.
Ao chegar lá, ela é recepcionada pelos dois funcionários de seu marido. Respeitosamente, ela os cumprimenta e vai até o escritório, nos fundos do estacionamento. Os dois funcionários, por sua vez, disfarçadamente, apreciam o corpo da bela mulher, dos pés à cabeça. Apesar das roupas longas e comportadas, nota-se pelas curvas que, Ângela tem um corpo perfeito e um rosto perfeito e bem cuidado. Beleza esta que, apenas um homem viu em toda a sua vida, Osvaldo, seu primeiro e único homem.
Ela ajeita os cabelos frente à um espelho na ante sala do marido, coloca um sorriso no rosto e abre a porta vagarosamente, afim de fazer-lhe uma surpresa. Mas Ângela se depara com um cena que mudará sua vida para sempre. Osvaldo, seu respeitado marido, nu se abraçando e beijando com outro homem em cima de sua mesa.
Nenhuma reação imediata, apenas ficou parada ali, com a porta entreaberta. Ele não notou sua presença. Ela fecha a porta e, uma única lágrima escorre em seu rosto e Ângela sai sai daquele lugar se apoiando na parede. Ninguém a vê sair.
Uma nuvem cinza encobre o sol e o vento forte levanta a poeira do chão. Entre papéis que "voam" pelo ar, uma mulher passa correndo pela calçada em choque. Começa à chover e as pessoas nas ruas entram para os comércios em volta. Menos Ângela que, não sente os pingos d'água que batem como granizo em seu rosto.
Ela entra em um prédio em construção com a roupa toda molhada e os pés cheios de barro e dá um grito desesperado e então desmaia.
Um homem tenta acordá-la:
- Moça, moça - Diz ele, - A senhora quer que eu chame uma ambulância?
Ela abre os olhos, sua cabeça está apoiada na perna daquele simples homem, que trabalha como servente de pedreiro e dorme na obra.
Ela se levanta e começa abrir o decote de sua blusa. Pega um pedaço de ferro afiado que estava no chão e corta seu longo vestido à uma altura quase indecente e tira sua calcinha.  O pedreiro não entende nada mas, já não se importava mais com respostas, pois no rosto dela já estava estampado qual era sua intenção. A única coisa que Ângela disse foi:
- Vai ser com qualquer um...qualquer um!
O pedreiro que estava sentado, se ajoelha e olha para cima, olhando fixamente para o rosto daquela bela mulher. Ela coloca sua mão na cabeça suada daquele homem, se aproxima e, puxa seu rosto no meio de suas pernas e o homem tomado pelo desejo de possui-la, começa a chupa-la vigorosamente.
Ele tira o resto da roupa dela e eles se deitam naquele chão sujo, entre sacos de cimento, argamassas e ferramentas de construção os dois começam à transar. Aquelas mãos calejadas pelo tempo percorrendo seu corpo escultural e sua boca quase engolindo os seus seios fartos e empinados. Ao contrário de seu marido que, até na cama era um lorde, o pedreiro penetrava sua vagina com uma força descomunal. Mas Ângela estava gostando daquilo e, pela primeira vez em sua vida conseguiu sentir um orgasmo. Ela chegou ao final mas queria dar esse mesmo prazer àquele desconhecido. Então ela empurrou o corpo do pedreiro de cima do seu, pegou o seu pênis e o colocou inteiro dentro de sua boca. Algo que ela nunca havia feito antes, devido à sua criação cheia de tabus. Ele enfim gozou.
Ângela se levantou e começou a se vestir enquanto o pedreiro ainda se recuperava. Ela foi em direção a saída e ele perguntou quando eles iam se ver outra vez. Ela parou, olhou para trás e respondeu:
- Nunca mais.
Ela saiu, com as roupas sujas e molhadas e no quarteirão seguinte entrou em uma loja e, mesmo sob os olhares de estranheza da vendedora ela não se acanhou e comprou roupas novas. Roupas que mais pareciam fantasia de cabaré. Com uma transparência que incomodaria até a mais profissional das prostitutas.
Ângela saiu da loja e foi `um posto de gasolina e viu três caminhoneiros entrando no banheiro segurando suas toalhas nos ombros. Ela foi atrás e entrou no banheiro masculino. Todos ficaram espantados e um deles se enrolou na toalha e disse que o banheiro feminino era do outro lado.
Ângela olhou para aqueles corpos nus daqueles homens rústicos e respondeu;
- Eu sei muito bem aonde estou. - Tirou suas roupas e entrou embaixo do chuveiro, entre eles. Então ela começou a esfregar seu corpo nos deles. Enquanto suas mão acariciavam o pênis de um, o outro à encochava por trás e, num esquema de revezamento, todos possuíam aquela mulher perfeita, numa orgia que só acabou quando todos chegaram ao apogeu.
Da mesma forma que fez com o pedreiro, Ângela saiu sem dar explicações. Colocou a roupa que havia comprado e entrou num táxi. O motorista, um boliviano que veio trabalhar no brasil, começou a olhar pelo retrovisor e, ela percebendo que o homem não parava de olhar suas pernas, começou a se masturbar no banco do passageiro. Ele mudou o caminho e a levou para um Motel barato, com as paredes amareladas, iluminação precária e um cheiro incomodo de restos de fluidos de muitos outros que passaram por ali. Mas nada parecia incomodá-la e, mais uma vez ela se deitou com um desconhecido. Como ela se sentia como alguém que nunca fez diferença para seu marido, Ângela fazia de tudo para aqueles desconhecidos para se tornar uma lembrança para sempre na vida de cada um deles.
A noite caía e ela não parava, entre bares, clubes e qualquer lugar onde havia presença de homens, ela se deitou com mais de vinte homens.
Com uma garrafa de vinho, totalmente alcoolizada, Ângela perambulava pelas ruas. Já exausta e a visão deturpada pelo cansaço, ela atravessa a rua com o sinal aberto e um carro vem em sua direção. Numa manobra brusca e repentina de defesa, uma mulher freia para não atropelá-la mas acaba atingido-a de leve, mas Ângela cai e desmaia.
Seus olhos se abrem lentamente. Ela está no hospital. surge em sua frente, uma imagem de alguém desfocado chamando várias vezes pelo seu nome e peguntando se ela está bem e o quê aconteceu. Era Osvaldo. Segurando sua mão e com os olhos vermelhos ele está ao seu lado num quarto de hospital.
Ela olha fixamente para os olhos dele, sorri e diz que não sabe oque aconteceu, que não se lembra de nada.
O médico chega no quarto e diz que ela bateu com a cabeça no asfalto e pode ter tido uma perda temporária de memória.
Horas depois, ela é liberada e, Osvaldo à aguarda na recepção do hospital. Ângela é trazida por um enfermeiro numa cadeira de rodas, como é de praxe. Ela se levanta e, com o apoio de seu marido ela entra no carro.
O trauma teria apagado tudo oque aconteceu nas últimas vinte e quatro horas da cabeça de Ângela? A cena que ela flagrou do marido com outro homem?
O carro sai e um papel cai da janela do carro e flutua até os pés do enfermeiro. Ele se abaixa, pega e desdobra. O quê estava escrito? Só ele sabe, mas o jovem sorri maliciosamente e guarda o papel no bolso.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O entregador de Pizza (conto)

A chuva caía torrencialmente à cerca de uma hora enquanto os raios cruzavam o céu. Apesar do clima pesado, a noite estava abafada e o calor aos poucos iam dando lugar à um clima agradável e sedutor, de certa forma.
Uma mulher esperava inquieta frente à sua janela. Olhando para fora e,  constantemente, para o relógio. Vestida com um sobretudo bege, quase transparente. Com a luz que vinha da rua podia se notar a silhueta de seu corpo perfeito.
Ela, então, deita-se em seu sofá. Na mesa de centro, um vinho tão escuro quanto o sangue. Ela pega-o e toma um gole e desliza a taça sobre seus seios fartos e enrijecidos. Sua boca se abre e, quase como um sussurro, solta um gemido que deixaria exitado o mais religioso dos homens.
Um som de uma moto se aproxima, parando em frente à sua casa. Um único som de buzina é ouvido e, na sequência, três toques em sua porta.
a mulher então, se levanta e vai apressada até a porta arrumando o cabelo e abrindo propositalmente seu sobretudo e jogando um lado sobre os ombros. Ela abre a porta e lá está ele, o entregador de pizza com a jaqueta molhada e uma única caixa de pizza toda molhada. A linda mulher não diz uma palavra só. apenas olha o rapaz de cima abaixo com um sorriso malicioso, deixando claro qual é a sua intenção. Ela dá as costas ao motobói  e entra apontando com o dedo, a mesa ao lado da porta.
Ele coloca a pizza devagar e, com sua roupa pingando água pela sala toda, ele a segue vagarosamente, enquanto ela vira a cabeça por cima do ombro passando a língua sobre os lábios.
Ela para e abre totalmente o sobretudo e o deixa cair no chão. Ainda com a roupa molhada, ele a abraça por traz e coloca suas mãos com as luvas em baixo dos seios daquela misteriosa mulher. Seu corpo se contorce de prazer até que, subitamente, ela se vira e abre a jaqueta do entregador e rasga sua camiseta. Ele abre seu zíper e deixa sua calça cair no chão. Em menos de cinco minutos de sua chegada, os dois estavam nus no meio da sala escura, iluminados pelos lampejos dos raios que cruzavam o céu lá fora.
Seus corpos molhados e ainda assim, ardendo em brasa se enroscavam em gemidos e puro tesão. As mão do rapaz corriam entre as pernas molhadas de prazer da bela mulher enquanto sua língua passava pelo pescoço. Enquanto ela apalpava o membro do entregador que já estava em ponto de explodir.
Ela se ajoelha à sua frente e, com seus lábios carnudos e acaricia seu parceiro como se ele fosse o último homem na terra. Ele solta um gemido que  prazer que poderia ser escutado de longe, se não fosse o barulho da chuva.
Como se fossem um só, seus corpos se juntam ferozmente e, transam ali mesmo, sob o carpete e o som da chuva. Puxando os seus cabelos, o jovem coloca a mulher de quatro como se fosse montar num cavalo e penetra violentamente a mulher que, com sua unhas chegava a rasgar o carpete, tamanha a excitação.
Os fluidos que saiam da mulher, escorriam pelas pernas do entregador de pizza até que, no ápice, os dois gozam ao mesmo tempo. Seus corpos já suados não param de se mover e entre gemidos e gritos de prazer ela deita no chão e com seus dedos começa a se masturbar mesmo depois de ter gozado sobre o entregador de pizza. Ele, vendo aquela cena ali, na sua frente. Aquela mulher insaciável querendo um segundo orgasmo, começa à beijar seus seios, deixando-a cada vez mais exitada, até que, seu corpo para e ela olha para o rapaz e diz para ele se vestir porque o marido dela está para chegar. Já tomado pelo medo de ser pego ali, pelado no meio da sala com aquela mulher que, até segundos atrás, não sabia que era casada, ele se veste e vai até a sua moto, sem nem lembrar de pegar o dinheiro da pizza.
No dia seguinte, lá estava ela novamente, na janela esperando impaciente por alguém. Então alguém bate à porta e ela vai atender.
Um homem pergunta se é dali que chamaram o encanador. Sem responder, ela abre a porta, olha para ele com malícia e deixa-o entrar. Ele tira a roupa e joga em cima do sofá. Na etiqueta da roupa os dizeres: "Fantasy - Sex shop". Era uma fantasia, assim como a do entregador de pizza.
Cada dia vinha um homem diferente, mas todos esses homens eram um só. O marido dela. O casal tinha uma fantasia para cada dia e o casamento nunca ficava monótono. Ela traía seu marido mentalmente, mas fisicamente ela sempre foi fiel.